Os fundos imobiliários (FIIs) apresentaram um rali significativo no período entre o primeiro e o segundo turno da eleição presidencial de 2026, com o mercado financeiro reagindo positivamente ao resultado da votação de 5 de outubro. Um levantamento do InfoMoney, com dados da Economatica, indicou que os FIIs que compõem o IFIX tiveram ganhos médios de quase 5,5% entre os dias 2 e 21 de outubro. Individualmente, alguns fundos, como o TG Ativo Real (TGAR11), registraram valorização superior a 22%. Outros destaques incluem Valora Hedge (proteção contra perdas) Fund (VGHF11), VBI Prime Properties (PVBI11) e Valora Renda Imobiliária (VGRI11). O otimismo do mercado foi confirmado pela queda dos juros futuros, mensurados pela rentabilidade dos títulos públicos negociados no Tesouro Direto, como o Tesouro IPCA+ com vencimento em 2040. Essa movimentação, que marcou a terceira melhor semana da história para os FIIs com alta de 5,4%, ocorreu após a vitória parcial de Flávio Bolsonaro (PL), com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), uma diferença de aproximadamente 2,2 milhões de votos. Apesar dos ganhos, a notícia aponta que o desempenho positivo não foi suficiente para eliminar a diferença entre a cotação em Bolsa e o valor patrimonial (P/VPA) da maior parte dos fundos. O TGAR11, por exemplo, ainda era negociado com um desconto de 52% em relação ao seu valor patrimonial, segundo o indicador.
A próxima decisão do Copom sobre a Selic, agendada para 4 de novembro, será crucial para consolidar ou reverter as expectativas de juros futuros. Além disso, a divulgação do IPCA em 12 de novembro fornecerá dados importantes sobre a inflação, influenciando as decisões do Banco Central.
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