A diretoria da maior petrolífera do planeta divulgou um alerta de que a oferta de petróleo está diminuindo, gerando pressão sobre os preços. O mecanismo econômico consiste em menor disponibilidade de crúmen, o que eleva o preço do barril e reduz a margem de importadores de energia. Produtores de petróleo, como as companhias brasileiras, se beneficiam ao ver receitas aumentarem, enquanto companhias aéreas sofrem com custos de combustível mais altos. No Brasil, o efeito chega ao real via maior custo de voos e ao índice Bovespa via valorização de ações de energia. Um paralelo histórico pode ser traçado com a crise de energia de 2022, quando a escassez elevou significativamente os preços do petróleo. O próximo gatilho será a reunião da OPEC+ agendada para 2 de novembro, que definirá ajustes de produção. O desfecho dependerá de como a oferta evoluir e de eventuais intervenções de produtores, bem como da resposta dos consumidores de energia.
A decisão da OPEC+ em 2 de novembro definirá ajustes de produção; os relatórios semanais de estoques de crude da EIA (publicados às quintas) também confirmarão a tendência de oferta.
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