Analistas afirmam que mercados emergentes (MEs) estão mais bem preparados para resistir a uma nova crise da dívida europeia, contrastando com as fortes oscilações observadas há 15 anos. Essa resiliência é atribuída à melhoria da situação fiscal dos países em desenvolvimento, aos rendimentos relativamente elevados de seus títulos, que oferecem maior proteção, e à maior independência demonstrada pelos bancos centrais locais. Títulos de dívida e moedas de MEs são diretamente afetados, pois sua atratividade pode aumentar em um cenário de turbulência em economias desenvolvidas. Analistas destacam a preparação dos MEs, indicando uma percepção de menor risco sistêmico comparado ao passado. Há 15 anos, durante a crise da dívida da zona do euro (2010-2012), títulos e moedas de MEs sofreram fortes oscilações, refletindo um menor preparo fiscal e institucional. O principal gatilho a monitorar seriam indicadores de estresse financeiro na zona do euro, como aumentos acentuados nos spreads de títulos soberanos de países periféricos. O desfecho dependerá da capacidade dos MEs de manterem suas políticas fiscais e monetárias prudentes diante de um choque externo.
A evolução dos indicadores de endividamento e crescimento econômico na zona do euro, bem como a resposta política dos governos e do Banco Central Europeu, definirá a magnitude de uma potencial crise e sua capacidade de contágio. A manutenção de políticas fiscais e monetárias prudentes nos MEs será crucial.
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