Distribuir dividendo será parte da equação no futuro, diz presidente da Prio

O presidente da Prio, Roberto Monteiro, afirmou, nesta quinta-feira (5), em teleconferência com analistas sobre o resultado do terceiro trimestre, que a companhia deverá debater, no futuro próximo, a probabilidade de distribuir dividendos aos acionistas. O executivo disse, porém, que é pouco provável que um eventual pagamento de proventos aos investidores aconteça este ano. : Trimestre foi o melhor da nossa história, afirma presidente da Prio Confira os resultados e indicadores da Prio e das demais companhias de capital aberto no portal Valor Empresas 360 “Acho que dividendo será parte da equação, sem sombra de dúvidas. A companhia vai provavelmente levar em conta o dividendo de uma maneira um pouco mais firme dentro da sua política de alocação de capital”, disse Monteiro. Questionado sobre a probabilidade de que a remuneração seja paga em relação ao resultado deste ano, Monteiro não descartou completamente a possibilidade, mas afirmou que o esperado é que essa conversa aconteça sobre os resultados do ano que vem. “Acho que mais lógico é que termine o ano, e aí discute. Esse seria o passo a passo mais lógico”, disse. Monteiro explicou que a dívida líquida da companhia terminou o terceiro trimestre em US$ 3,46 bilhões, volume que deve subir para cerca de US$ 3,95 bilhões com o pagamento, agora no quarto trimestre, da última parcela de aquisição dos 20% restantes da participação no campo de Peregrino, na Bacia de Campos. Mas com a geração de caixa esperada, disse o executivo, essa dívida líquida terminará o ano abaixo dos US$ 3,8 bilhões. “E aí, obviamente, vamos ter discussão no conselho sobre dividendos. A política, que não divulgamos, fala de ter discussão uma vez por ano e vamos provavelmente fazer movimento neste sentido”, disse. “A gente consegue fazer tudo isso tranquilamente. Vamos continuar recomprando ação, desalavancando a companhia e vamos chegar nesses US$ 3,8 bilhões de dívida líquida no fim do ano, talvez abaixo disso, e vamos ter conversa no conselho para saber se vamos fazer dividendo ou não”, acrescentou. Ele explicou que a Prio atualmente está estruturada para entregar uma produção de cerca de 200 mil barris de óleo equivalente (BOE) por dia ao longo do tempo. Monteiro explicou que, com a estratégia operacional atualmente em curso, é possível enxergar uma produção contínua nesse patamar até meados de 2028. De acordo com ele, o custo anual para manter a produção em torno de 200 mil BOE por dia é de US$ 550 milhões, incluindo a perfuração de novos poços e a manutenção de equipamentos. Para o ano que vem, deverão ser perfurados cinco poços em Peregrino, em águas rasas, e cinco em Frade, em águas profundas, ambos na Bacia de Campos. Com isso, essa produção de 200 mil BOE diários para 2027 já estaria garantida mesmo que as licenças ambientais para perfuração em Albacora Leste, também em Campos, não sejam obtidas. “Se houver licença de Albacora, poderemos perfurar mais e ter uma produção um pouco maior”, disse. Com isso, já estaria garantida a produção no patamar desejado até meados de 2028, e o executivo acredita que, ao longo do ano que vem, haverá um horizonte mais claro para estender por mais tempo esse nível de produção.

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