Anna Edwards, Guy Johnson, Tom Mackenzie e Mark Cudmore destacaram no programa 'Bloomberg: The Opening Trade' que as recentes quedas de preço no mercado não estão encontrando suporte de compra. Este padrão indica uma ausência de convicção por parte dos investidores, especialmente do Smart Money, que historicamente capitaliza em correções. A falta de apetite para 'comprar a queda' pode levar a uma persistência da pressão vendedora em diversos segmentos de risco. Consequentemente, ativos como ações de crescimento e criptomoedas podem enfrentar um período de maior vulnerabilidade. No Brasil, o reflexo pode ser uma pressão adicional sobre o IBOV e o BRL, dada a aversão global ao risco. Em contextos históricos, a não-compra de dips precedeu correções mais acentuadas, como visto em 2008 e 2020. O próximo gatilho relevante será a divulgação de dados macroeconômicos chave ou sinais de política monetária nas próximas semanas, que podem restaurar a confiança. No médio prazo, a persistência desse comportamento pode redefinir níveis de suporte e resistência.
Nas próximas 1-2 semanas, espera-se que os mercados globais (SPY, QQQ, BOVA11) continuem sob pressão descendente, com a falta de 'dip buying' sugerindo que a correção pode se aprofundar em 2-4%. O principal gatilho para uma reversão seria a divulgação de dados de inflação dos EUA ou comentários mais dovish de membros do Fed, esperados para o início de julho.
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