Daniella Marques, coordenadora econômica da campanha de Flávio, afirmou que o mercado financeiro brasileiro não acredita na capacidade de um eventual governo Lula de promover um ajuste fiscal via cortes de gastos. Em vez disso, a expectativa é de que o ajuste seja buscado por meio de aumento de receitas, com a possibilidade de taxação de fortunas. Essa percepção eleva a incerteza regulatória e fiscal, impactando diretamente o fluxo de capitais e o ambiente de negócios no Brasil. Ativos sensíveis ao capital e à alta renda, como JHSF3 e KNRI11, tendem a ser prejudicados, enquanto o USDBRL pode se valorizar com a fuga de capital. Historicamente, períodos de aumento da carga tributária sem contrapartida de corte de gastos geram desconfiança e desvalorização do Real. O próximo gatilho será a divulgação de propostas fiscais detalhadas e o resultado das eleições, que definirão o horizonte de médio prazo da política econômica.
Nos próximos 3-6 meses, as declarações sobre a política fiscal devem manter o Real sob pressão e a volatilidade nos ativos brasileiros. O mercado monitorará de perto qualquer avanço em pautas de aumento da carga tributária, especialmente após as eleições. Se tais propostas ganharem força, o USDBRL poderá testar níveis acima de R$5,30, enquanto JHSF3 e KNRI11 podem experimentar desvalorização de 5-10% no curto prazo. A ausência de clareza ou a implementação de medidas fiscais não amigáveis ao mercado serão os principais gatilhos para uma deterioração do sentimento.
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