O Senado Federal adiou para agosto a votação do Projeto de Lei Profert, que visa conceder incentivos tributários para a instalação de novas fábricas de fertilizantes no Brasil e a modernização de unidades existentes. Este adiamento posterga a criação de um ambiente mais favorável para a produção nacional de fertilizantes, mantendo a dependência brasileira de importações e, consequentemente, a exposição à volatilidade dos preços internacionais e câmbio. A notícia impacta negativamente empresas como MOS e NTR, que poderiam se beneficiar diretamente dos incentivos à produção, e indiretamente SLCE3, AGRO3 e AGXY3, que dependem do insumo. Para o investidor brasileiro, o adiamento mantém a pressão de custos sobre o agronegócio nacional e sinaliza incerteza regulatória, podendo afetar a rentabilidade de ativos do setor agro. Similarmente, a demora na aprovação do marco regulatório do saneamento em 2019-2020 gerou incerteza e postergou investimentos significativos em empresas como SBSP3, antes de destravar capital após a aprovação. O próximo gatilho crucial será a nova data de votação do Profert no Senado em agosto, definindo o cronograma de implementação dos incentivos. No médio prazo, a aprovação do Profert poderia impulsionar a autossuficiência do Brasil em fertilizantes, mas o adiamento prolonga a janela de vulnerabilidade do agronegócio a choques externos.
Nas próximas 4-6 semanas, o mercado monitorará declarações do Senado e a inclusão do Profert na pauta de votação de agosto. Se aprovado, espera-se um rally de 5-8% em empresas do setor de fertilizantes e agro, como MOS, NTR, SLCE3, a partir do início de setembro. No cenário de um novo adiamento ou diluição, os ativos podem enfrentar uma correção de 3-6% no mesmo período.
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