Táticas idênticas de contrabando e evasão de sanções

A Hellenic Shipping analisou que navios que transportam petróleo bruto de terminais sancionados e aqueles que carregam cocaína de praias colombianas enfrentam o mesmo problema: mover carga através de águas internacionais e entregá‑la em porto sem que o trajeto seja reconstruído. As técnicas utilizadas não dependem da mercadoria. Entre elas, apagar o AIS no momento crítico, transferir carga em alto mar para outro navio, mudar bandeira, nome e número MMSI, e declarar origem falsa. Um relatório da Windward descreveu um navio de carga geral, bandeira Mali, que saiu de um porto albanês no final de agosto de 2026, declarou destino Egito, apagou o AIS ao largo da Líbia oriental e ficou invisível por mais de três semanas, reaparecendo no mesmo ponto, alterando o destino para Albânia e retornando ao porto de origem. Outro caso mostrou um navio que ficou sem AIS por nove dias, fez uma parada de duas horas em um cais privado dentro de uma baía e, ao retornar, foi abordado pela guarda costeira, que encontrou caixas vazias, indicando descarga prévia da carga. Em ambos os episódios, a ausência de registro AIS foi o elemento chave para identificar a atividade ilícita.

Análise

A decisão do Conselho Internacional de Segurança Marítima de atualizar as regras de monitoramento AIS em 2027, prevista para 2027-03-15, definirá o desfecho. Se a norma for adotada, a rastreabilidade de navios será reforçada, alterando a dinâmica de evasão de sanções e tráfico.

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