Schmid (Fed Kansas City) vê inflação como maior risco e apoia alta de juros

Jeffrey Schmid, presidente do Federal Reserve de Kansas City, declarou na sexta-feira (18) que a inflação persistente nos Estados Unidos é sua principal preocupação para a política monetária, apesar da economia americana estar em bom estado. Ele confirmou seu apoio à recente alta de juros do banco central americano. A postura hawkish de Schmid reflete a visão de que a demanda agregada ainda supera a oferta, exigindo juros mais altos para controlar os preços. Isso eleva o custo do capital, desincentiva o consumo e investimento, e fortalece o dólar. O próximo dado crucial a monitorar será o relatório de payroll dos EUA em 2 de outubro de 2026, que pode influenciar as expectativas sobre futuras decisões do Fed. No médio prazo, o cenário aponta para uma política monetária mais restritiva do que o esperado, com juros americanos mantidos em níveis elevados por um período prolongado, impactando valuations e fluxos de capital global.

Análise

Nas próximas 4-6 semanas, a expectativa é de continuidade da pressão sobre ativos de risco globais, especialmente se os dados de inflação e emprego (payroll em 2 de outubro de 2026) não mostrarem sinais de desaceleração.

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