O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro anunciou nesta sexta-feira (11) que irá a Washington na próxima semana para pedir ao governo de Donald Trump a restauração da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Este pedido, se concretizado e aceito, pode desencadear uma grave crise diplomática e política entre os Estados Unidos e o Brasil, elevando substancialmente o prêmio de risco-país. Para o investidor brasileiro, o cenário de instabilidade política e potencial fuga de capital estrangeiro implica maior custo de capital e desvalorização de ativos domésticos, impactando negativamente o poder de compra e o valor das carteiras. Um paralelo histórico pode ser observado na crise diplomática entre EUA e Turquia em 2018, que resultou em uma desvalorização da Lira Turca superior a 20% e acentuada fuga de capital. O principal gatilho a monitorar é a resposta oficial do governo Trump ao pedido e a subsequente reação de autoridades brasileiras. No médio prazo, a persistência de tais tensões pode levar a uma reprecificação estrutural do risco-país, com efeitos duradouros na taxa de câmbio e nas curvas de juros.
Nas próximas 1-2 semanas, espera-se alta volatilidade no USDBRL e no mercado de ações brasileiro, com pressão de baixa enquanto a situação diplomática se desenrola. Se o governo Trump sinalizar abertura ao pedido, o Real pode testar a faixa de R$5.20-5.30. O principal gatilho de aceleração será qualquer declaração oficial dos EUA ou do governo brasileiro sobre o tema. No médio prazo (1-3 meses), a reprecificação do risco Brasil dependerá da intensidade da crise diplomática e de como as instituições brasileiras reagirão.
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