A liquidação global das ações de tecnologia ganhou força na Ásia nesta sexta-feira, 6. O índice Kospi, da Coreia do Sul, chegou a despencar 8,8% e acionou o circuit breaker, mecanismo que suspende temporariamente os negócios em quedas bruscas. As fabricantes de chips Samsung Electronics e SK Hynix recuaram mais de 6% cada. No Japão, o Nikkei 225 fechou em queda de 5,96%, aos 57.434,77 pontos, depois de tocar a mínima de 56.745,81 pontos no pregão. O principal índice de Taiwan caiu 4,5% e entrou em bear market, termo usado quando um ativo acumula queda de 20% ou mais em relação ao pico. O índice MSCI Ásia‑Pacífico, que reúne as bolsas da região, perdeu 4%. A exceção foi a Índia. O Nifty 50, referência da bolsa de Mumbai, fechou em alta e foi o único grande mercado asiático no azul. Segundo a Bloomberg, investidores vinham apontando as ações indianas como refúgio caso a aposta global em inteligência artificial desmoronasse, tese que se confirmou nesta semana. O tombo asiático é o eco do que aconteceu em Nova‑York na quinta‑feira, 5. A Nasdaq caiu 5,5% e entrou em correção, quando a queda supera 10% em relação ao recorde, assim como o Russell 2000, de empresas de menor porte. O S&P 500 recuou 4,4%, e o Dow Jones perdeu 1.833 pontos, ou 3,4%. Para os três índices, foi o pior pregão desde abril de 2025, no choque provocado pelas tarifas de Donald Trump. A Nasdaq perdeu cerca de US$ 2,5 trilhões em valor de mercado em um único dia, a maior queda da história do índice nessa métrica, segundo estimativa da Dow Jones Market Data. Só as chamadas Sete Magníficas perderam mais de US$ 1 trilhão. A Nvidia respondeu sozinha por mais de US$ 440 bilhões dessa conta, com queda superior a 9%, e passou a acumular perda de 2,6% em 2026. Todos os 11 setores do S&P 500 fecharam no vermelho. O de tecnologia da informação caiu 7,30%, o pior desempenho diário desde março de 2020, no início da pandemia. O VIX, conhecido como índice do medo, saltou 11,57 pontos e chegou ao maior nível desde 31 de março.
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