Banco do Brasil recupera após queda de quase 30%

Em 27 de outubro de 2026, as ações do Banco do Brasil (BBAS3) registraram ganhos, subindo 2,06% a R$17,83, após ter desabado 29,33% na véspera, fechando em R$17,47, a menor cotação desde maio de 2023. A queda coincidiu com a maior desvalorização do Ibovespa desde 2020, de 13,88%, que acionou o circuit breaker, em meio a uma forte reprecificação das ações brasileiras depois da reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva. Investidores haviam se posicionado para a vitória de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno, esperando um governo mais favorável ao mercado. Apesar da recuperação, analistas permanecem reticentes: de seis recomendações da Reuters, três sugerem venda, apenas duas recomendam compra. O Citi revisou a recomendação para BBAS3 para venda, mantendo preferência por Itaú (ITUB4), e reduziu o preço‑alvo de R$22,40 para R$15, citando incerteza fiscal e juros mais altos. Os analistas acompanham os resultados do banco, que devem ser divulgados em 11 de novembro. O Bradesco BBI projeta lucro líquido de R$1,8 bilhão, mais de 50% abaixo do trimestre anterior, principalmente por provisões crescentes para perdas com crédito, sobretudo em agronegócio.

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