A recente pesquisa Datafolha aponta 45% de aprovação para a gestão de Tarcísio em São Paulo, com 20% de rejeição, em um cenário de busca pela reeleição em outubro contra Fernando Haddad. A continuidade da atual gestão sinalizaria a manutenção de uma agenda focada em privatizações e concessões, especialmente em infraestrutura e saneamento. Uma vitória de Haddad poderia indicar uma revisão dessas políticas, com maior intervenção estatal e potenciais atrasos em projetos de desestatização. Empresas com forte exposição a contratos e projetos no estado de São Paulo, como SBSP3, CCRO3 e MRVE3, seriam diretamente impactadas pelas escolhas de governo. Para o investidor brasileiro, o resultado da eleição em São Paulo pode influenciar o apetite por risco em ativos locais, dada a relevância econômica do estado para o PIB nacional. Em 2018, eleições com propostas econômicas divergentes geraram volatilidade e rotação setorial, um paralelo que pode se repetir. O próximo gatilho será o início oficial da campanha eleitoral e a divulgação de novas pesquisas eleitorais, que moldarão as expectativas do mercado. No médio prazo, a definição do governador de São Paulo determinará a direção de investimentos públicos e privados em setores estratégicos do estado.
Nas próximas 8-12 semanas, o mercado em São Paulo será dominado pela volatilidade das pesquisas eleitorais. Se Tarcísio mantiver a liderança, ativos como SBSP3 podem iniciar uma precificação da privatização. O principal gatilho será a consolidação das intenções de voto e os debates eleitorais, que podem alterar a percepção de risco. A definição final da eleição em outubro será o driver decisivo para a direção de longo prazo dos ativos expostos ao estado.
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