Diogo Corona, CEO do Grupo SmartFit (SMFT3) há oito meses, declarou que o varejo brasileiro enfrenta uma situação crítica, com o setor 'quebrando' devido aos juros elevados, próximos de 15%. Segundo ele, empreender nesse contexto torna-se inviável, destacando a pressão sobre o custo de capital para as empresas. Taxas de juros altas encarecem o crédito, aumentam o custo da dívida e reduzem a capacidade de investimento e expansão das empresas de varejo e serviços. Setores como o próprio de academias, varejo de bens duráveis e construção civil são particularmente afetados, pois dependem de financiamento para capital de giro e novos projetos. A declaração do executivo reflete uma preocupação generalizada no mercado doméstico com o impacto da política monetária restritiva. Em momentos anteriores de juros elevados, como em 2015-2016, o varejo brasileiro registrou forte retração, com queda no volume de vendas e aumento da inadimplência. O principal gatilho a ser monitorado é a próxima decisão do Copom sobre a taxa Selic, que influencia diretamente o custo do dinheiro na economia. O desfecho da situação dependerá da trajetória da inflação e da política fiscal, que ditam a margem de manobra do Banco Central para reduzir os juros.
A decisão do Copom sobre a taxa Selic em 4 de novembro, que definirá o custo do dinheiro para empresas e consumidores, e a divulgação do IPCA em 12 de novembro, que indicará a trajetória da inflação e a margem de manobra do Banco Central.
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