O UBS revisou para cima suas projeções de crescimento de lucros para as empresas listadas no Reino Unido, sinalizando uma perspectiva mais otimista para a economia local. Esta elevação reflete a expectativa de um ambiente econômico mais robusto, com potencial para impulsionar a receita e a rentabilidade corporativa, apesar da cautela em relação à inflação e taxas de juros. O cenário tende a beneficiar ETFs como EWU e ações de grandes empresas com forte exposição doméstica britânica, como LLOY.L e HSBA.L. Indiretamente, um mercado europeu mais forte pode atrair capital global, impactando o fluxo para mercados emergentes, potencialmente com leve pressão sobre o Ibovespa se houver rotação de capital. Bancos de investimento e gestores de fundos tendem a reavaliar suas alocações, buscando exposição em empresas britânicas com balanços sólidos e capacidade de repasse de custos. Historicamente, após a desvalorização da libra pós-Brexit em 2016, a resiliência dos lucros corporativos ajudou o FTSE 100 a se recuperar, com alta de aproximadamente 14% no ano. Os próximos dados de inflação e PIB do Reino Unido, esperados para as próximas semanas, serão cruciais para confirmar a sustentabilidade dessa projeção otimista. No médio prazo, a manutenção de um crescimento econômico estável e a contenção da inflação serão determinantes para a continuidade do suporte aos lucros e ao mercado acionário britânico.
Nos próximos 2-4 meses, espera-se que o mercado acionário do Reino Unido mostre resiliência, com o ETF EWU (atualmente em ~$41) testando níveis de resistência de $42-43. Gatilhos de curto prazo incluem os próximos relatórios de lucros corporativos do terceiro trimestre e as decisões de política monetária do Banco da Inglaterra em setembro.
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