Geraldo Alckmin afirmou que o aumento da mistura de etanol na gasolina, de 30% para 32%, contribuirá para a redução do preço do combustível no Brasil. Esta proposta será avaliada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) na próxima quarta-feira, 24 de junho. O mecanismo econômico primário envolve o incremento da demanda por etanol, elevando volumes e potencialmente as margens das usinas sucroenergéticas, enquanto a demanda por gasolina fóssil é proporcionalmente reduzida. Consequentemente, ativos como RAIZ4 e SMTO3, produtoras de etanol, tendem a ser beneficiados, enquanto PETR4, UGPA3 e VBBR3, com forte exposição à gasolina, podem enfrentar pressão. Para o investidor brasileiro, a medida pode influenciar indiretamente o BRL e o IBOV através da dinâmica dos preços de commodities e balança comercial. O governo busca estabilizar preços e reduzir a dependência de importações de gasolina. Historicamente, aumentos na mistura de etanol, como o de 25% para 27,5% em 2015, resultaram em valorização para o setor sucroenergético. O gatilho principal é a decisão do CNPE em 24 de junho, com um horizonte de médio prazo para a consolidação dos efeitos no mercado de combustíveis.
O mercado aguarda a decisão do CNPE em 24 de junho. Se aprovado, espera-se que as ações de produtoras de etanol como RAIZ4 e SMTO3 reajam positivamente, com um potencial de alta de 5-10% no curto prazo (1-2 semanas), enquanto PETR4, UGPA3 e VBBR3 podem ver uma leve pressão de baixa de 2-5% no mesmo período, dependendo da elasticidade da demanda e da capacidade de repasse de custos.
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