Brasileiros planejam gastos na Black Friday, mas ainda admitem compras por impulso, aponta Serasa

Os consumidores brasileiros chegam à Black Friday dispostos a aproveitar promoções, inclusive de produtos que não estavam nos planos, mas ainda precisam equilibrar o desejo de compra com o orçamento limitado e o cuidado com a saúde financeira, mostra a pesquisa Raio-X da Black Friday, da Serasa Experian. Segundo o levantamento, os consumidores com maior propensão a comprar são mulheres (62%) e pessoas com renda média mensal de R$ 6,7 mil. Desse valor, cerca de dois terços já estão comprometidos com despesas. A maioria dos consumidores afirma que se planeja com antecedência para as compras: 62% afirmam organizar suas decisões antes da data, enquanto 74% acompanham os preços. Além disso, 45% pesquisam e comparam valores e 52% elaboram uma lista dos produtos que pretendem comprar. Segundo a pesquisa, 81% estabelecem um orçamento para as compras, enquanto 55% preferem deixar de adquirir um produto a assumir uma dívida. Apesar do planejamento, 43% dos consumidores costumam aproveitar ofertas de produtos que não estavam nos planos. Além disso, 33% afirmam não conseguir seguir o orçamento à risca, enquanto 23% pretendem gastar mais na Black Friday deste ano do que no ano passado. Para pagar as compras na Black Friday, 35% dos consumidores pretendem utilizar o salário ou a renda mensal, enquanto 29% devem recorrer ao crédito e 25% planejam usar o décimo terceiro salário. Entre as principais formas de pagamento, o Pix à vista lidera, com 38% das preferências, seguido pelo cartão de crédito parcelado. Os motivos para comprar As principais motivações para comprar na Black Friday são aproveitar descontos e promoções, citadas por 32% dos consumidores, e adquirir produtos planejados ou necessários, apontados por 24%. Apenas 8% pretendem antecipar as compras de Natal e fim de ano. Na escolha das lojas, frete grátis e descontos ou promoções têm o mesmo peso: ambos são fatores de preferência para 41% dos entrevistados. “Uma empresa pode oferecer um desconto bastante competitivo e ainda perder a atratividade quando o frete entra na conta. A melhor oferta não é necessariamente aquela com maior desconto, é aquela que combina o preço, a conveniência, as condições e a confiança de uma maneira que tudo isso faça sentido para para esse consumidor”, explica Giovana Giroto, CMO da Serasa Experian. Entre os principais interesses dos brasileiros, 45% pretendem comprar eletrônicos e 40% querem adquirir eletrodomésticos. A renegociação de dívidas aparece entre as prioridades de 36% dos consumidores, enquanto 20% demonstram interesse em comprar itens de moda. A metodologia combina análise de Big Data e inteligência analítica, com avaliação do perfil, hábitos de consumo, condição financeira e acesso ao crédito de comunicadores com maior propensão a engajar com a data, além do histórico de tentativas e ataques digitais. O estudo também inclui uma pesquisa com 1.480 consumidores, realizada em setembro de 2026, para identificar intenções e motivações de compra, planejamento financeiro e orçamento, além dos fatores que influenciam as decisões de consumo. Paulo Pinto/Agência Brasil

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