O primeiro-ministro canadense Mark Carney declarou que o Canadá responderá às novas tarifas dos EUA com medidas retaliatórias equivalentes, marcando uma escalada significativa na disputa comercial bilateral. Essa postura de "olho por olho" aumentará os custos para empresas com operações transfronteiriças, como as do setor automotivo e de metais. Ativos como F (Ford) e AA (Alcoa) enfrentarão pressão descendente devido ao aumento dos custos de insumos e disrupções na cadeia de suprimentos, enquanto o FXC (dólar canadense) tende a enfraquecer. Para o investidor brasileiro, o cenário adiciona um componente de risco-off global, potencialmente fortalecendo o USDBRL e pressionando o IBOV em setores exportadores se a demanda global for afetada. Um paralelo histórico pode ser traçado com a guerra comercial EUA-China de 2018-2019, que resultou em volatilidade de mercado e desaceleração do crescimento global, com o S&P 500 caindo ~20% no final de 2018. O próximo gatilho a monitorar são as declarações oficiais e potenciais negociações entre os dois países nas próximas semanas. No médio prazo, espera-se que a incerteza persista, impactando as decisões de investimento e os fluxos comerciais na América do Norte.
Nas próximas 2-4 semanas, espera-se que a incerteza comercial pressione ativos expostos ao eixo EUA-Canadá. O dólar canadense (FXC) deve continuar a desvalorizar, enquanto empresas como F e AA podem reportar impactos negativos em seus guidance. O principal gatilho para reversão seria um anúncio de negociações substanciais ou a remoção de tarifas. No cenário de escalada, os custos de produção na América do Norte podem aumentar em 5-10%, impactando o lucro por ação dessas empresas no próximo trimestre.
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