Os índices acionários russos MOEX e RTS fecharam o dia em território negativo, com perdas de 1.53% e 0.92% respectivamente. Esta performance reflete a contínua pressão sobre a economia russa, marcada por sanções e incertezas geopolíticas que afastam o capital estrangeiro. O mecanismo central é a fuga de capital e a reavaliação do prêmio de risco em economias emergentes, impactando ETFs como EEM e EWZ. Para o investidor brasileiro, isso pode se traduzir em volatilidade no IBOV e uma potencial valorização do USD/BRL como refúgio. Historicamente, crises russas, como a de 2022, resultaram em desinvestimento massivo e reajuste de risco global. O próximo gatilho a monitorar são as tensões geopolíticas e os dados econômicos da Rússia, que podem influenciar a percepção de risco. No médio prazo, a persistência de um ambiente de alto risco na Rússia pode manter a pressão sobre os mercados emergentes globais.
Nas próximas 4-6 semanas, espera-se que os mercados emergentes, representados por EEM e EWZ, permaneçam sob pressão, com quedas potenciais de 3-7% se o sentimento de aversão a risco persistir. Um gatilho para reversão seria uma desescalada geopolítica ou dados econômicos robustos de outros mercados emergentes, não relacionados à Rússia.
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