A Argentina está projetada a exportar volumes recordes de milho, reflexo da restrição de oferta russa devido à guerra e da maior demanda europeia causada pela onda de calor. O excesso de oferta global reduz os preços do milho, comprimindo margens de processadores e exportadores de grãos. Investidores brasileiros devem observar a reação do dólar frente ao real, que pode subir levemente com o fluxo de dólares das exportações argentinas. O cenário lembra a alta dos preços de milho em 2022, quando a guerra na Ucrânia limitou a oferta russa. O monitoramento das estatísticas de exportação argentinas nas próximas semanas será crucial para ajustar posições.
Até o final de 2026, se as exportações argentinas atingirem volumes recordes, espera‑se queda dos preços do milho e desvalorização das ações de ADM, BG e AGRO3; o gatilho será a divulgação dos dados de exportação mensal da Argentina.
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