O dólar à vista ganhou força na reta final do pregão, fechando em R$ 5,0241, com alta de 0,26% em relação ao início da sessão. O avanço decorreu da combinação de maior atratividade dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos e do petróleo negociado acima de US$ 100 por barril, que elevaram a demanda por dólares. Essa alta do dólar encarece o real, beneficiando empresas exportadoras que recebem receitas em dólares, como Vale, Petrobras e Gerdau, ao tornar seus produtos mais competitivos no exterior. Por outro lado, varejistas que dependem de importação, como Magazine Luiza e Lojas Renner, enfrentam aumento de custos de aquisição, pressionando suas margens. O efeito se propaga ao mercado cambial brasileiro, influenciando expectativas de política monetária e fluxo de capitais. Para confirmar a trajetória do real, será crucial observar a decisão do Fed sobre a taxa de juros e os indicadores de inflação dos EUA. O desfecho dependerá da reação dos mercados financeiros à política monetária americana e ao comportamento dos preços de energia.
A decisão do Fed sobre a taxa de juros em 4 de novembro e a divulgação do CPI dos EUA em 6 de novembro determinarão a direção do dólar nos próximos dias.
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