O Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (HC-UFMG), em Belo Horizonte, será o primeiro hospital universitário federal do país a receber um equipamento de cirurgia robótica para atender pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa faz parte de um projeto de expansão da tecnologia na rede federal de hospitais universitários. Para pacientes que precisam passar por cirurgias de alta complexidade, a ampliação do acesso à tecnologia abre novas possibilidades de tratamento. Os procedimentos robóticos oferecem maior precisão e favorecem uma recuperação mais rápida, conforme o tipo de operação. O investimento previsto para a compra do equipamento é de R$ 10 milhões, com recursos do Ministério da Saúde. Segundo a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), estatal responsável pela administração dos hospitais universitários federais, o dinheiro já foi liberado. A próxima etapa será a licitação para aquisição do robô, antes da instalação e do início dos atendimentos. Leia também: Canetas emagrecedoras podem mexer com o ciclo menstrual? Entenda o que já se sabe Como funciona a cirurgia robótica e quais são as vantagens? Na cirurgia robótica, o médico controla os braços do equipamento por meio de um console, enquanto acompanha imagens ampliadas e tridimensionais da região operada. O sistema reproduz seus movimentos com precisão, facilitando o acesso a áreas delicadas do corpo e a realização de procedimentos complexos. A técnica é minimamente invasiva, realizada por pequenas incisões. Em comparação com a cirurgia aberta, oferece benefícios como: Menos sangramento: os instrumentos permitem movimentos mais precisos e maior controle durante a operação. Menos dor no pós-operatório: as incisões menores reduzem a agressão aos tecidos. Recuperação mais rápida: em determinados procedimentos, o paciente recebe alta mais cedo e retoma suas atividades em menos tempo. Menor risco de complicações: em algumas cirurgias, a técnica reduz a ocorrência de problemas associados ao procedimento. Os resultados variam conforme a cirurgia, as condições clínicas do paciente e a experiência da equipe médica. Em relação à laparoscopia convencional, que também utiliza pequenas incisões, as vantagens adicionais da cirurgia robótica dependem do procedimento realizado. Leia também: Polilaminina: Anvisa diz por que não apoia ampliar uso experimental após 9 mortes O que muda para os pacientes do SUS? Com a chegada do equipamento, o HC-UFMG prevê realizar entre 350 e 500 cirurgias robóticas por ano. Os primeiros procedimentos devem começar em 2027, após a instalação da tecnologia e a preparação das equipes médicas. Inicialmente, o atendimento será concentrado na urologia, especialmente em cirurgias para tratamento do câncer de próstata. A expectativa é ampliar gradualmente o uso da tecnologia para outras especialidades, como ginecologia, cirurgia torácica, cardiovascular e pediátrica. Os pacientes continuarão a acessar o serviço pelos mecanismos de encaminhamento e regulação do SUS. A indicação da cirurgia robótica dependerá da avaliação médica e da disponibilidade do equipamento. A implantação também terá uma função de ensino e pesquisa. Como hospital universitário, o HC-UFMG utilizará a estrutura para capacitar profissionais e desenvolver estudos sobre a aplicação da cirurgia robótica no atendimento público. The post Hospital da UFMG será o 1º universitário federal a fazer cirurgia robótica pelo SUS appeared first on InfoMoney.
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