A equipe de Trump está explorando uma narrativa anticomunista para as eleições de meio de mandato, o que pode indicar uma intensificação da política externa dos EUA. Essa estratégia política, se bem-sucedida, poderia prenunciar um aumento das tensões comerciais e geopolíticas, principalmente com a China, afetando o fluxo de capital global. O mercado pode reagir com uma reavaliação dos riscos em ativos expostos a cadeias de suprimentos globalizadas e ao comércio internacional. Consequentemente, ativos de defesa e setores domésticos nos EUA podem ver um influxo de investimentos, enquanto empresas chinesas e operadores de logística global enfrentariam pressão. Para o investidor brasileiro, o cenário de aversão ao risco global e possível desaceleração do comércio internacional se traduziria em volatilidade para o BRL e o IBOV. Um paralelo histórico pode ser traçado com a guerra comercial EUA-China de 2018-2019, que resultou em uma queda de 10% no índice Hang Seng (FXI) e volatilidade nos mercados globais devido à incerteza tarifária. O próximo gatilho a monitorar é a adesão pública a essa mensagem e as pesquisas de intenção de voto, que se intensificarão nos próximos meses, definindo o horizonte de médio prazo.
Nas próximas 3-6 semanas, a adesão e o impacto dessa mensagem nas pesquisas de opinião serão cruciais. Se a retórica se solidificar e ganhar tração, podemos esperar um aumento da volatilidade nos mercados globais, com pressão sobre ativos expostos à China e mercados emergentes. O principal gatilho de aceleração será a materialização de propostas de política comercial ou sanções após as eleições de meio de mandato, que poderiam levar a uma rotação mais acentuada para o setor de defesa e para ativos considerados mais seguros.
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