O dólar disparou 8,21% no mercado à vista nesta segunda-feira (26), fechando a R$ 5,4029, após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em segundo turno. A moeda chegou a um pico de R$ 5,6049, com um salto de 12,25%, nos primeiros minutos do pregão. A reeleição de Lula, que obteve 51,79% dos votos válidos contra 48,21% de Flávio Bolsonaro (PL), foi descrita como uma 'surpresa' e contrariou pesquisas eleitorais, que apontavam Flávio Bolsonaro (PL) com vantagem de 2,2 milhões de votos no primeiro turno e como mais alinhado ao mercado. Segundo Rebecca Nossig, estrategista de ações da Nomad, a 'tensão institucional' se traduziu em uma 'expressiva busca por proteção', com o dólar atuando como 'ativo de segurança imediata'. O movimento local ocorreu enquanto o DXY, índice que compara o dólar a uma cesta de seis moedas globais, operava com alta de 0,16%, atingindo 101.970 pontos por volta das 17h (horário de Brasília). O Morgan Stanley prevê que o dólar pode atingir R$ 6 se não houver sinalização de ajuste nas contas públicas nas próximas semanas pelo governo reeleito.
A reação do mercado foi impulsionada pela surpresa com o resultado eleitoral e pela incerteza sobre a direção da política fiscal. A principal definição do desfecho virá das sinalizações e das ações concretas do governo reeleito em relação ao ajuste das contas públicas nas próximas semanas. A projeção do Morgan Stanley de dólar a R$ 6 é condicionada à ausência dessas sinalizações, o que sugere que o mercado aguardará declarações ou medidas econômicas claras.
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