O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil anunciou a redução da taxa Selic para 13,75% ao ano em sua reunião de setembro. No entanto, o comunicado da decisão manteve um balanço de riscos para a inflação com assimetria altista, listando quatro fatores de alta e três de baixa. A postura cautelosa do Copom sobre a inflação sugere que os próximos cortes de juros podem ser graduais, monitorando de perto os indicadores econômicos para evitar desancoragem das expectativas. Em 2017, o Copom iniciou um ciclo de corte da Selic de 14,25% para 7,00% em 2018, e o Ibovespa reagiu com alta de aproximadamente 27% naquele ano, apesar de uma comunicação inicial prudente. O próximo passo a monitorar é a evolução dos dados de inflação e atividade econômica, que guiarão as futuras decisões do Copom sobre o ritmo de flexibilização monetária, com horizonte de médio prazo.
Nas próximas 4-6 semanas, o mercado deve assimilar a taxa de 13,75% e o tom cauteloso do Copom. O principal gatilho de aceleração para uma tese mais bullish seria a divulgação de dados de inflação abaixo do esperado ou uma comunicação mais dovish nas próximas reuniões. Em um horizonte de 3-6 meses, o cenário mais provável é de cortes adicionais, porém graduais, mantendo um diferencial de juros real ainda atrativo para o real e para o fluxo de capital estrangeiro.
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