O recente relatório do mercado de trabalho dos EUA indicou um declínio nas folhas de pagamento e um crescimento salarial de 3,2%, aquém das projeções, sinalizando uma desaceleração econômica. Este cenário reduz significativamente a probabilidade de o Federal Reserve promover uma nova alta nas taxas de juros em setembro, conforme analisado por Jennifer McKeown da Capital Economics. A percepção de juros mais estáveis beneficia ativos de crescimento como MSFT e impulsiona o fluxo de capital para mercados emergentes, representados por EEM. No Brasil, o setor imobiliário, como CYRE3, tende a se valorizar com a perspectiva de taxas de juros mais baixas. O ouro (GLD) também se torna mais atrativo como porto-seguro, enquanto bancos como JPM podem enfrentar pressão em suas margens de juros. Em 2019, o Fed pivotou para cortes de juros após dados fracos, resultando em um rally de 20% no S&P 500 no ano. Os próximos relatórios de CPI de julho e de payroll serão cruciais para confirmar a postura do Fed, com o horizonte de médio prazo apontando para juros estáveis ou em queda, favorecendo teses de crescimento e desvalorização do dólar.
Nas próximas 4-6 semanas, se os dados de inflação e emprego continuarem a indicar arrefecimento, o mercado precificará uma pausa do Fed, impulsionando ativos de crescimento e mercados emergentes. O principal gatilho de aceleração será a divulgação do CPI de julho, seguido pelo próximo payroll. Acreditamos que o regime de juros mais estáveis persistirá, favorecendo uma valorização contínua de MSFT e EEM, com o ouro (GLD) buscando patamares acima de $4500, enquanto JPM e ITUB4 enfrentarão pressões de margem.
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