Flávio Bolsonaro critica tarifa de 25% nos EUA e defende Pix

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) esteve presente em uma audiência promovida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) para contestar a proposta de uma tarifa de 25% sobre produtos do Brasil. Tal tarifa, se implementada, aumentaria os custos de importação para os EUA, reduzindo a competitividade de exportadores brasileiros e potencialmente diminuindo o volume de comércio bilateral. Empresas brasileiras exportadoras como JBSS3, BRFS3, SUZB3 e KLBN11 seriam diretamente afetadas negativamente pela perda de competitividade e margens. A imposição de tarifas poderia pressionar o real (USDBRL) para cima devido à menor entrada de dólares e impactar negativamente o Ibovespa (BOVA11), especialmente as empresas com exposição internacional. Historicamente, a guerra comercial EUA-China em 2018-2019 resultou em quedas de até 15% nas exportações de setores específicos, exemplificando o impacto negativo de barreiras tarifárias. O próximo gatilho será a decisão final do USTR sobre a implementação ou não das tarifas, com o prazo exato a ser monitorado nos próximos meses. No médio prazo, o cenário dependerá da intensidade das negociações comerciais e da busca por mercados alternativos, podendo levar a uma reestruturação das cadeias de suprimentos brasileiras.

Análise

Nas próximas semanas a meses, o mercado monitorará declarações do USTR e a evolução das negociações diplomáticas. Se a tarifa de 25% for confirmada, espera-se uma desvalorização do real (USDBRL, atualmente poderá testar R$5.25-5.30) e quedas de 5-10% nas ações das principais exportadoras brasileiras, como JBSS3 e BRFS3.

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