“Não haverá transição verde com números vermelhos”, diz CEO da Yara

O CEO global da Yara, Svein Tore Holsether, afirmou que a menor aplicação de fertilizantes, como fosfato e ureia, pode reduzir a produtividade das lavouras nos próximos anos. Para as safras 2026/27 e a seguinte, ele destaca uma combinação de riscos: insumos caros, margens apertadas, conflitos geopolíticos envolvendo fornecedores como Rússia e Irã e eventos extremos associados ao El Niño. O alerta ganha peso porque metade da produção mundial de alimentos depende dos fertilizantes. Holsether explica que a menor reposição de nutrientes pode afetar a produção, sobretudo no Brasil, e defende que a transição para insumos de baixo carbono só ganhará escala se fizer sentido financeiro. Ele observa que cerca de 30 % da ureia comercializada passa pelo Estreito de Ormuz, importante também para o enxofre usado em fertilizantes fosfatados, e que os preços de energia impactam a cadeia. No longo prazo, a falta de nutrientes adequados faz a produtividade cair. No Brasil, o solo precisa de fertilizantes para manter a produtividade. Holsether conclui que, para vender fertilizantes de baixo carbono, é necessário criar demanda por meio de empresas e governos, já que os agricultores não têm margens para arcar com o custo adicional.

CryptoAlerta — análise de criptomoedas e mercado em tempo real