Produção de minério de ferro da Anglo American sobe 24% no Complexo Minas-Rio no 3º trimestre

A Anglo American registrou produção de 6,29 milhões de toneladas de minério de ferro nas operações brasileiras do Complexo Minas-Rio no terceiro trimestre, crescimento de 24% na comparação anual e queda de 4% sobre o resultado do segundo trimestre. Segundo a mineradora britânica, o resultado foi impulsionado por maior disponibilidade dos seus ativos, sem os efeitos de uma parada de manutenção programada há um ano. A companhia destaca que vendeu 6,04 milhões de toneladas de minério de ferro entre julho e setembro, o que implica em uma alta de 21% sobre o mesmo período de 2025, mas redução sequencial de 17%. O preço realizado pela Anglo American em Minas-Rio ficou em US$ 77 por tonelada, destacando que a qualidade do minério continua servindo como um contrapeso sobre os efeitos dos maiores custos de frete. A Anglo American manteve inalterada sua meta de produção para Minas-Rio neste ano, projetando volumes entre 24 milhões e 26 milhões de toneladas de minério de ferro, reiterando também a projeção de custo unitário em US$ 36 por tonelada. No total, a mineradora teve produção de 13,7 milhões de toneladas de minério de ferro no terceiro trimestre, queda de 4% na comparação anual e de 10% sobre o segundo trimestre, por menor disponibilidade na mina de Kumba. A meta geral de produção da companhia no ano também ficou inalterada entre 55 milhões e 59 milhões de toneladas de minério de ferro, enquanto a meta de custo unitário será de US$ 41 por tonelada. Cobre A mineradora registrou uma retração de 5% em sua produção de cobre no terceiro trimestre, totalizando 174,9 mil toneladas, após nevascas severas no Chile interromperem as atividades de lavra e processamento em suas jazidas. No acumulado dos primeiros nove meses do ano, o volume extraído do metal está cerca de 1% abaixo do verificado no mesmo período de 2025. Apesar do tropeço climático, a mineradora britânica manteve inalterada sua meta de produção anual de cobre, estimada entre 700 mil e 760 mil toneladas, amparada na expectativa de elevação dos teores de minério nas frentes de lavra ao longo da reta final do ano. Ao mesmo tempo, a meta de custo unitário foi revisada para baixo, pressionada pela valorização de subprodutos e por medidas de controle de gastos. Em relatório, o analista Dominic O’Kane, do J.P. Morgan, avaliou que a produção trimestral trouxe uma leitura díspar. Embora os volumes de cobre tenham ficado ligeiramente abaixo das projeções de mercado, o corte de cerca de 4% no “guidance” de custos unitários para o consolidado do ano atua como contrapeso relevante e deve embasar revisões altistas marginais no consenso de lucros anuais da companhia. A Anglo American também informou que o plano de fusão com a Teck Resources segue o cronograma previsto, aguardando apenas o aval regulatório final da autoridade antitruste da China para a conclusão do negócio. Paralelamente, o grupo avança no processo de desinvestimento de sua divisão de diamantes, a De Beers. Para essa operação, a mineradora elevou a faixa de projeção de produção anual de diamantes para 25 milhões a 28 milhões de quilates, frente ao intervalo prévio de 21 milhões a 26 milhões de quilates, reflexo da consolidação da participação na mina canadense de Gahcho Kué. Anglo American Bloomberg

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