BrasilAgro (AGRO3): 1T27 tem venda de fazenda como destaque, mas Itaú BBA cobra recorrência e mantém cautela

A BrasilAgro (AGRO3) divulgou resultados do primeiro trimestre de 2027 (1º trimestre de 2027) com EBITDA ajustado de R$ 95 milhões, em linha com as projeções do Itaú BBA. O destaque foi a venda da Fazenda Rio do Meio, que gerou receita de R$ 50 milhões, já representando metade da meta de desinvestimentos de R$ 100 milhões para o exercício. Na avaliação do Itaú BBA, a operação reduz riscos ligados ao negócio de terras, mas ainda há necessidade de maior visibilidade sobre novas vendas. A administração prioriza a redução de endividamento em vez de novas aquisições, considerando as taxas reais de juros elevadas. O banco destacou ainda que os ativos rurais mais líquidos na Bahia permanecem como potenciais fontes de valor. Nos resultados agrícolas, a receita líquida ficou 2% abaixo das projeções, com volumes de cana‑de‑açúcar afetados por desafios climáticos. A estratégia de comercialização avançou, com cobertura de hedge de soja passando de 21% para 57% dos volumes esperados, a US$ 12,26 por bushel, e a cobertura de algodão subindo de 17% para 52% a US$ 0,77 por libra‑peso. A empresa já contratou metade das necessidades de cloreto de potássio (KCl) para a safra 2027/28, antecipando compras para mitigar riscos de preço. O Itaú BBA alertou que condições climáticas, como o El Niño, continuam a representar risco para a produtividade, especialmente de milho, levando a realocação de áreas para soja.

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