As bolsas americanas encerraram a segunda-feira (28) em queda, com o Dow Jones recuando 0,67%, o S&P 500 perdendo 0,77% e o Nasdaq caindo 0,92%, pressionadas pelo avanço dos juros dos títulos do Tesouro. O aumento dos rendimentos dos Treasuries eleva o custo de capital e o desconto de fluxos de caixa futuros, desvalorizando ações, especialmente as de crescimento e tecnologia. No entanto, os índices mostraram alívio e ficaram longe das mínimas intradiárias, impulsionados pela melhora nos preços do petróleo, beneficiando indiretamente ativos como BNO. Para o investidor brasileiro, o movimento de aversão ao risco global e a alta dos juros nos EUA podem pressionar o USDBRL e o Ibovespa (BOVA11), que tende a seguir o sentimento externo. Historicamente, períodos de alta abrupta nos juros dos Treasuries, como o 'Taper Tantrum' de 2013, levaram a volatilidade significativa nos mercados de ações, com o S&P 500 caindo aproximadamente 5% em um mês. O próximo gatilho para o mercado será a divulgação do payroll dos EUA em 2 de outubro de 2026, que pode influenciar as expectativas sobre a política monetária do Fed. No médio prazo, a persistência ou arrefecimento dos juros dos Treasuries e a estabilidade dos preços do petróleo determinarão a trajetória dos mercados acionários.
Para as próximas 1-2 semanas, espera-se que a volatilidade persista nos mercados acionários, especialmente para as ações de tecnologia, enquanto os investidores monitoram de perto os movimentos dos juros dos Treasuries. O payroll dos EUA (2 de outubro) é o próximo gatilho relevante. Se os dados de emprego vierem fortes, os juros podem continuar subindo, mantendo a pressão. No médio prazo (1-3 meses), a sustentabilidade da alta dos juros e o impacto das políticas do Fed sobre a economia real serão cruciais para a direção dos mercados.
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