O dólar casado, que mede a diferença entre o contrato futuro e o dólar à vista, registrou piora ao longo dos últimos dias, indicando redução de liquidez no mercado cambial. Esse movimento ocorre no pós-primeiro turno eleitoral, quando a volatilidade costuma ser maior. O indicador acionou um alerta sobre a possibilidade de nova intervenção do Banco Central para estabilizar o real. Caso o BC decida atuar, a expectativa é que a oferta de dólares no mercado aumente, amenizando a pressão de alta sobre a moeda. Uma intervenção pode reduzir a volatilidade cambial, favorecendo a confiança dos investidores nos ativos denominados em reais. Se a autoridade permanecer inerte, a incerteza pode se traduzir em maior oscilação do dólar e pressão sobre os custos de financiamento em moeda estrangeira. O desfecho dependerá da decisão do Copom na reunião de 5 de novembro.
A decisão do Copom em 5 de novembro definirá se o Banco Central intervirá no mercado de câmbio, confirmando ou descartando o sinal de alerta gerado pelo dólar casado.
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