Em 16 de outubro de 2026, o Congresso Nacional promulgou a Emenda Constitucional 141, que encerra a escala 6x1 e cria um período de adaptação para o varejo, setor que depende de equipes completas nos finais de semana e em datas comerciais. A medida, originada da PEC 221/2019, garante dois dias de repouso semanal remunerado e estabelece jornada máxima de 42 horas a partir de 60 dias após a publicação, reduzindo para 40 horas semanais em 14 meses, sem corte de salário. Para Endrigo Duarte, diretor comercial da SISQUAL® WFM Brasil, as redes precisarão repensar a organização das escalas para atravessar a transição sem perda de eficiência. Dados do Ministério do Trabalho e Emprego indicam que 14,9 milhões de trabalhadores cumprem a escala 6x1 e que 38,6 milhões têm jornada superior a 40 horas semanais. No comércio, levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), divulgado em fevereiro de 2026, apontou que 93% dos contratos formais do varejo superam esse limite e estimou em 21% o aumento imediato da folha salarial do setor para a adequação ao novo teto. Duarte destaca que o varejo enfrenta a maior crise de falta de mão de obra dos últimos cinco anos, com taxa de desemprego de 5,4% no trimestre encerrado em janeiro de 2026, segundo a PNAD Contínua do IBGE. Ele prevê que a nova regra poderá elevar entre 20% e 25% o custo operacional com mão de obra, com impacto de até 11% sobre a folha de pagamento. A reorganização exige cálculos mais precisos para cobrir fins de semana e datas de pico, e a dependência de planilhas eletrônicas aumenta riscos de descumprimento trabalhista, aumento de turnover, gargalo operacional e insatisfação do cliente.
CryptoAlerta — análise de criptomoedas e mercado em tempo real