A economia do Peru registrou um crescimento de 1,75% em junho, conforme dados recentes, evidenciando uma desaceleração em relação a períodos anteriores. Este ritmo de crescimento mais lento reflete uma combinação de fatores, como a queda nos preços das commodities de exportação do país, incertezas políticas internas e um ambiente global de juros elevados, que afetam o investimento e o consumo. A desaceleração pode pressionar negativamente ações de empresas com forte presença no Peru, como BAP (setor financeiro) e SCCO (mineração), além de afetar ETFs com exposição à América Latina, como ECH e GXG. Para o investidor brasileiro, o impacto é indireto, mas pode influenciar o sentimento em relação a mercados emergentes e a volatilidade do USDBRL, caso o cenário de desaceleração se generalize na região. Bancos centrais regionais e o governo peruano podem ser levados a considerar medidas de estímulo ou ajustes na política monetária para tentar reverter a tendência. Historicamente, desacelerações semelhantes em países latino-americanos, como a Argentina em 2018 (queda de ~2,5% no PIB), levaram a desvalorizações cambiais e fuga de capital. O próximo dado a monitorar será a divulgação do PIB do terceiro trimestre, que poderá confirmar ou refutar a persistência dessa tendência de desaceleração. No médio prazo (3-6 meses), a continuidade do baixo crescimento pode levar a revisões para baixo nas projeções de lucro de empresas com operações significativas na região andina, exigindo cautela dos investidores.
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