Flávio Bolsonaro sinalizou nesta quarta‑feira (23) que, se eleito, pretende acabar com o regime de partilha na exploração de petróleo e gás natural no Brasil. Atualmente, áreas do pré‑sal são contratadas sob partilha, com bônus de assinatura fixado previamente e participação estatal nos volumes produzidos. O fim da partilha deve substituir esse modelo por concessão ou outro regime, reduzindo receitas de royalties e alterando a estrutura de custos das empresas. Para o investidor brasileiro, a proposta traz risco fiscal e potencial volatilidade do real, além de reavaliação de valuations setoriais. Um precedente histórico ocorreu em 2010, quando a alteração do regime de concessão elevou as ações da Petrobras cerca de 15 %. O gatilho a observar é a tramitação da proposta no Congresso nas próximas semanas. No horizonte de 6‑12 meses, espera‑se que o setor seja reprecificado: operadores privados podem subir, enquanto Petrobras pode recuar se a medida for aprovada.
Nas próximas 4‑6 semanas, se o projeto avançar no Congresso, espera‑se valorização de 5‑8% nas ações de PRIO3 e RECV3, enquanto PETR4 pode recuar 3‑5%; monitorar votação da proposta como gatilho principal.
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