O Bitcoin registrou uma queda abaixo de US$80.000, atualmente em US$79.630, reagindo a um relatório de empregos de agosto mais forte que o esperado, o que alterou as expectativas em relação à política do Federal Reserve. A robustez do mercado de trabalho enfraquece o argumento para uma abordagem mais branda do Fed, sugerindo uma potencial manutenção de juros altos por mais tempo ou um atraso em cortes. Este ambiente macroeconômico desfavorece ativos de risco, como o Bitcoin e outras criptomoedas correlacionadas, como o Ethereum, que também recuou para US$2.452. A MicroStrategy (MSTR), com sua grande exposição em Bitcoin, tende a amplificar esses movimentos, enquanto ETFs como o IBIT (BlackRock) e a Coinbase (COIN) também sentem o impacto da menor liquidez e apetite por risco. O mercado agora foca no relatório do Índice de Preços ao Consumidor (CPI) de 11 de setembro, que será o próximo catalisador decisivo para a volatilidade dos ativos digitais. Historicamente, movimentos de política monetária do Fed, como o 'Taper Tantrum' de 2013, causaram quedas significativas em ativos de risco, com o Bitcoin caindo cerca de 50% entre novembro de 2021 e junho de 2022 após sinais de aperto monetário. No médio prazo, o cenário depende da interpretação do Fed sobre os próximos dados de inflação, que podem tanto aliviar quanto reforçar a postura hawkish, determinando a direção dos ativos de risco.
Nas próximas 1-2 semanas, o mercado de criptomoedas permanecerá em modo de 'wait-and-see' aguardando o relatório do CPI de 11 de setembro. Se os dados de inflação confirmarem a pressão, o Bitcoin ($79.630) pode testar suportes em US$77.000, com a possibilidade de uma correção mais profunda para US$75.000. O gatilho para uma mudança de direção será a reação do Fed aos dados do CPI e suas comunicações futuras sobre a política monetária.
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