O mercado de metais preciosos, especificamente ouro e prata, tem exibido uma notável resiliência, desafiando a postura 'hawkish' adotada pelo Federal Reserve. Tradicionalmente, juros mais altos nos EUA tendem a fortalecer o dólar e elevar o custo de oportunidade de manter ativos que não pagam rendimento, como os metais. A aparente desconexão pode ser atribuída à percepção de que as expectativas de inflação persistem ou que os riscos geopolíticos globais permanecem elevados, impulsionando a demanda por ativos de refúgio. Para o investidor brasileiro, a manutenção de um dólar mais forte (DXY estável em 100.39) pode atenuar ganhos em BRL, mas a tese de proteção contra inflação global permanece válida. Historicamente, em períodos de 'stagflation' (inflação alta com baixo crescimento), como nos anos 1970, o ouro registrou valorizações significativas mesmo com taxas de juros elevadas. O próximo gatilho a ser monitorado é a divulgação do Payroll dos EUA em 02 de outubro de 2026, que pode influenciar as expectativas de política monetária. No médio prazo, se a inflação persistir acima da meta do Fed e a economia global enfrentar instabilidade, ouro e prata podem consolidar sua posição como ativos de proteção.
Nas próximas 4-6 semanas, ouro e prata devem manter sua resiliência. O próximo Payroll dos EUA em 02 de outubro de 2026 será crucial: um resultado mais fraco pode reforçar a tese de que o Fed terá dificuldades em manter a política hawkish, impulsionando ainda mais os metais. Se o ouro sustentar o nível de $4300, GLD pode testar $4500-4600.
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