O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, ordenou nesta sexta-feira (23) o bloqueio total da Cisjordânia ocupada após um ataque a tiros deixar cinco israelenses feridos, dois deles em estado grave. A medida ocorre em meio ao aumento das tensões na região às vésperas das eleições parlamentares israelenses, marcadas para a próxima terça-feira (27). Leia também: Linha-dura que infiltra religião em quartéis de Israel desafia Netanyahu Colonos de Israel queimam oliveiras e ferem jornalista em ataque na Cisjordânia Colonos de Israel matam palestino na Cisjordânia, dizem autoridades O ataque ocorreu na manhã desta sexta-feira, nos arredores da cidade de Hebron, na Cisjordânia, quando dois homens armados palestinos abriram fogo contra israelenses. Os suspeitos foram posteriormente mortos por militares israelenses. Autoridades de Israel relataram que os dois homens eram moradores de Hebron e tinham ligações com o Hamas. O grupo palestino chegou a elogiar o ataque, classificando-o como uma "operação heroica", e pediu novas ações na Cisjordânia "usando todos os meios disponíveis". O Hamas, porém, não reivindicou a autoria do atentado. Após o episódio, Netanyahu anunciou um cordão de isolamento em torno de Hebron e determinou que militares instituíssem um bloqueio total da Cisjordânia. A restrição, de acordo com o Financial Times (FT), deverá permanecer em vigor até a votação de terça-feira, em meio a uma disputa eleitoral acirrada. O premiê também cancelou compromissos de campanha previstos para esta sexta-feira e prometeu intensificar as ações contra o Hamas. "Vamos perseguir os terroristas do Hamas e aqueles que os enviam, em qualquer lugar e a qualquer hora. Vocês não têm onde se esconder", afirmou em comunicado.
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