Moradores do Líbano estão se preparando para uma possível nova intensificação do conflito com Israel, especialmente na região sul, como relatado por Aya, que permaneceu em sua casa em Abbasiyeh durante ataques em março de 2026. Embora um cessar-fogo tenha sido anunciado em abril de 2026, os sons da guerra, como drones e detonações, persistem. A apreensão aumentou nas últimas semanas, com muitos libaneses, especialmente aqueles em áreas previamente afetadas, em estado de incerteza, preparando medicamentos extras, alimentos e mantendo eletrônicos carregados. Aya, por exemplo, planeja deixar sua casa em caso de nova escalada, em contraste com sua decisão anterior de permanecer. O grupo xiita libanês Hezbollah e Israel estão em conflito desde outubro de 2023, com o Ministério da Saúde libanês reportando cerca de 9.000 mortes no Líbano, principalmente durante escaladas no outono de 2024 e em março e abril de 2026. Israel invadiu o Líbano nessas ofensivas e ocupa até 10 quilômetros de território, onde estabeleceu uma 'Linha Amarela', destruindo cidades e aldeias e tornando áreas fronteiriças inabitáveis. Em abril de 2026, Israel realizou mais de 100 ataques em menos de 10 minutos, resultando em mais de 350 mortes. Em junho de 2026, Beirute e Tel Aviv assinaram um acordo-quadro mediado pelos EUA para criar 'zonas piloto', prevendo a retirada militar israelense e o desarmamento do Hezbollah pelo exército libanês. No entanto, autoridades israelenses acusaram o exército libanês de não cumprir sua parte do acordo, o que o exército libanês nega, levantando a hipótese de ser uma justificativa para novas campanhas de bombardeio. O analista político libanês Mohamad Bazzi afirmou à Al Jazeera que Israel 'destruiu mais do sul sob o cessar-fogo de 17 de abril do que antes'. Adicionalmente, o presidente dos EUA, Donald Trump, teria considerado lançar outra rodada de ataques contra o Irã, em coordenação com Israel. O Irã alertou para retaliação contra alvos na região caso tal ataque ocorra, levantando dúvidas sobre um possível retorno do Hezbollah aos ataques contra Israel.
O desfecho da situação dependerá diretamente das próximas decisões do governo dos Estados Unidos e de Israel sobre a possibilidade de ataques ao Irã, bem como da resposta iraniana. A evolução da implementação do acordo-quadro mediado pelos EUA entre Beirute e Tel Aviv, que visa desarmar o Hezbollah, também será um fator crucial. Não há datas específicas divulgadas para essas decisões ou para a resolução da crise, mas o monitoramento dos comunicados oficiais e da atividade militar na região é essencial.
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