A Franklin Templeton, uma gestora global de ativos, prevê uma transformação radical nos fundos digitais nos próximos dez anos, sinalizando um forte otimismo institucional em relação à tokenização de ativos. Essa visão contrasta com a postura mais reservada de bancos brasileiros, que enfatizam a necessidade de um ambiente regulatório claro para a plena adoção dos fundos tokenizados. O mecanismo econômico reside na promessa de maior liquidez, transparência e eficiência via blockchain, que pode atrair capital para ativos como ONDO e POLYX. Para o investidor brasileiro, o cenário local, representado por instituições como XPBR31 e ITUB4, dependerá da agilidade regulatória para integrar esses produtos. Historicamente, a introdução de ETFs no mercado tradicional levou décadas para atingir a aceitação plena, enfrentando ceticismo e barreiras regulatórias iniciais, mas eventualmente consolidou-se como um pilar financeiro. O próximo gatilho será a aprovação de frameworks regulatórios específicos para RWA em jurisdições-chave, definindo o horizonte de médio prazo para a expansão desses produtos.
Nos próximos 12 a 24 meses, a expectativa é de um progresso gradual, mas contínuo, na adoção de fundos tokenizados, impulsionado por gestoras globais. O principal gatilho de aceleração será a definição de marcos regulatórios em mercados-chave. Se o Brasil avançar com seu projeto DREX e regulamentação de ativos digitais, isso poderia posicionar players locais como XPBR31 e ITUB4 para liderar a inovação na América Latina. Um cenário de médio prazo aponta para a tokenização tornando-se um componente padrão das ofertas de gestão de ativos, mas a velocidade dependerá da superação dos desafios regulatórios.
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