A temporada de balanços para os bancos dos Estados Unidos é iniciada em 13 de outubro, com a divulgação dos resultados das principais instituições financeiras. O CEO do JPMorgan, Jamie Dimon, havia afirmado no trimestre anterior que o período foi "o melhor possível", o que levanta a questão se os investidores estão preparados para resultados menos robustos desta vez. A performance dos bancos é intrinsecamente ligada à dinâmica das taxas de juros, à saúde do mercado de crédito, ao volume de empréstimos concedidos e às provisões para devedores duvidosos. Uma desaceleração econômica ou mudanças nas condições de financiamento podem impactar diretamente a rentabilidade do setor. Embora a notícia não detalhe o canal macroeconômico para o Brasil, uma reavaliação do setor financeiro global pode influenciar o sentimento de risco em mercados emergentes. O desfecho dependerá da capacidade dos bancos de manter as margens de juros líquidas e de controlar o aumento das provisões, em um ambiente que já foi considerado de pico pelo próprio Dimon.
A decisão do FOMC em 28 de outubro, que pode influenciar as taxas de juros e o ambiente de empréstimos, e os relatórios de inflação ao consumidor dos EUA (CPI) em 14 de outubro e 10 de novembro, que impactam as expectativas de política monetária.
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