O consumo nos Estados Unidos continua robusto, impulsionado por um fenômeno conhecido como 'efeito riqueza', onde a valorização do mercado acionário eleva a propensão a gastos dos beneficiados. Este dinamismo da demanda agregada ocorre mesmo com o crescimento real dos salários mantendo-se em níveis comportados, o que complica a tarefa do Federal Reserve de reduzir a inflação para sua meta de 2%. Para investidores brasileiros, um Fed mais hawkish tende a apreciar o USD (USDBRL), atraindo capital para os EUA e colocando pressão baixista sobre o IBOV. Historicamente, durante o 'dot-com boom' entre 1998 e 2000, o efeito riqueza também sustentou o consumo, levando o Fed a subir juros de 4.75% para 6.5% para conter as pressões inflacionárias. Os próximos dados de consumo e as declarações de membros do Fed sobre a persistência inflacionária serão cruciais para o mercado, com a persistência do efeito riqueza podendo prolongar o ciclo de juros altos nos EUA até 2027, impactando o crescimento global.
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