Tether, a emissora da maior stablecoin USDT, está implementando uma estratégia para utilizar sua substancial reserva de ouro de US$23 bilhões, concedendo empréstimos lastreados em bullion. O mecanismo central é transformar um ativo passivo em gerador de receita, buscando otimizar o capital e aumentar o rendimento para a empresa. Essa movimentação pode fortalecer o lastro do USDT, impactando positivamente o Bitcoin (BTC) e o Ethereum (ETH), além de potencialmente influenciar a demanda por ETFs de ouro como o GLD. Para o investidor brasileiro, o fortalecimento do USDT pode reduzir prêmios de risco e custos de transação em negociações cripto-BRL. Historicamente, bancos centrais e instituições financeiras já emprestaram ouro para gerar rendimento, como o Banco da Inglaterra nos anos 90, embora com riscos inerentes. Os próximos relatórios de atestação de Tether serão cruciais para avaliar a execução e o impacto financeiro, determinando no médio prazo (6-12 meses) a sustentabilidade da estratégia e a percepção de segurança do USDT.
Nas próximas 1-3 semanas, o foco estará em qualquer comunicação adicional de Tether sobre a estrutura, os termos e os parceiros desses empréstimos de ouro. No médio prazo (3-6 meses), o sucesso da estratégia dependerá da capacidade de Tether de manter a liquidez e a segurança de suas reservas, com relatórios regulares de atestação sendo cruciais para a percepção de risco.
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