Frank Giustra projeta uma demanda por cobre que exige a abertura de seis novas minas de grande porte por ano até 2050, alertando para uma escassez estrutural do metal. A crescente demanda por eletrificação, veículos elétricos e infraestrutura verde está superando a capacidade de oferta atual e futura, criando um desequilíbrio que impulsionará os preços do cobre. Esta dinâmica beneficia diretamente mineradoras de cobre como FCX, SCCO e VALE3, além de ETFs setoriais como COPX, que tendem a valorizar com a escassez projetada. Para o Brasil, VALE3, com suas operações de cobre, seria impactada positivamente; a valorização do cobre pode também fortalecer o BRL em relação ao USD devido ao aumento das exportações de commodities. A escassez de lítio em 2021-2022, impulsionada pela demanda de EVs, resultou em alta de mais de 400% nos preços, similar ao que pode ocorrer com o cobre. O próximo gatilho a monitorar é a aceleração dos projetos de infraestrutura verde globais e a divulgação de relatórios de produção das grandes mineradoras nos próximos trimestres. No médio prazo (2-5 anos), o cenário de oferta restrita e demanda robusta deve manter o cobre em trajetória de alta, com picos de volatilidade conforme a aprovação de novos projetos.
Nas próximas 6-12 semanas, o preço do cobre deve manter sua trajetória de alta, com um potencial de valorização de 10-15% se dados de PMI globais continuarem positivos. O gatilho para uma aceleração seria o anúncio de investimentos significativos em novas minas ou o aumento das projeções de déficits de oferta por grandes bancos, validando a tese de escassez.
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