A Raízen anunciou nesta quarta-feira (21) uma proposta de aumento de capital privado de, no mínimo, R$ 3,5 bilhões, como parte da implementação do plano de recuperação extrajudicial aprovado pela companhia e suas controladas. A operação prevê a emissão de novas ações ordinárias e preferenciais ao preço de R$ 0,25 por ação, com concessão de direito de preferência aos atuais acionistas. A subscrição mínima será de 14 bilhões de ações, enquanto o valor final da capitalização ainda dependerá da participação de acionistas relevantes e da conversão de créditos previstos no plano de reestruturação. O valor máximo será informado depois e considerará a eventual participação da Aguassanta, a capitalização dos créditos sujeitos ao plano e o exercício do direito de preferência pelos demais acionistas. Antes da operação, os acionistas serão chamados a deliberar sobre uma reorganização da estrutura acionária da companhia em assembleias marcadas para 30 de outubro. A proposta inclui a criação de uma nova classe de ações preferenciais (PNB), a conversão das atuais preferenciais em PNA e a implementação de um programa de units. O direito de preferência será garantido aos investidores posicionados na base acionária da empresa em 5 de novembro de 2026, com prazo de exercício entre 6 de novembro e 7 de dezembro. A companhia também informou que as ações preferenciais classe B não serão listadas em bolsa de valores, permanecendo registradas apenas nos livros societários da empresa. Segundo o cronograma divulgado, a homologação do aumento de capital está prevista para 16 de dezembro de 2026, enquanto a entrega das novas ações aos investidores deverá ocorrer em 18 de dezembro. Divulgação
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