Futuros de Nova York sobem com petróleo abaixo de US$ 100

Os futuros de Nova York registraram alta, seguindo os recordes alcançados pelos índices na véspera, enquanto o preço do petróleo bruto caiu abaixo dos US$ 100 por barril nesta terça-feira. A queda do petróleo, uma commodity essencial, reduz os custos de produção e transporte para diversas empresas, além de aliviar a pressão inflacionária sobre os consumidores. Essa redução de custos amplia as margens de lucro para setores dependentes de energia, como aviação e transporte, e pode estimular o consumo. A melhora do sentimento global, impulsionada pela perspectiva de menor inflação e maiores lucros empresariais nos EUA, tende a gerar um fluxo de capital para mercados emergentes, incluindo o Brasil, influenciando o desempenho do Ibovespa e do real. Em 2014, uma queda similar nos preços do petróleo aliviou as pressões inflacionárias globais e impulsionou o crescimento econômico em diversos países, resultando em desempenho positivo para bolsas e consumo. O próximo dado a monitorar é a divulgação dos relatórios semanais de estoques de petróleo nos EUA, que podem indicar a sustentabilidade da atual dinâmica de oferta e demanda, enquanto a continuidade da queda do petróleo depende da oferta global e da demanda dos grandes consumidores.

Análise

A sustentabilidade da queda do petróleo será definida pela demanda global e pela política de produção da OPEP, enquanto os próximos relatórios de inflação global e as decisões de juros do FOMC (4 de novembro) e COPOM (5 de novembro) ditarão o ritmo dos mercados de ações.

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