A expansão do etanol de milho no Brasil é projetada para aumentar significativamente a demanda por madeira de eucalipto, utilizada como biomassa para geração de energia nas usinas. O Itaú BBA estima um crescimento substancial na necessidade de biomassa até 2030, criando uma disputa por florestas plantadas que atualmente abastecem as indústrias de papel e celulose. Em contrapartida, empresas do agronegócio com foco na produção de milho, como AGRO3 e SLCE3, podem ver uma demanda aquecida por sua commodity. Historicamente, a expansão de biocombustíveis, como o etanol de cana nos anos 2000, gerou pressões de custo em cadeias agrícolas relacionadas, como a disputa por terras para lavoura vs. pasto. O próximo gatilho será o monitoramento da velocidade de implantação de novas usinas de etanol de milho e a resposta do setor florestal em aumentar a área plantada, com dados de safra de milho e balanços de celulose como indicadores chave. No médio prazo, espera-se que o setor florestal reaja com novos investimentos, mas o período de maturação das florestas sugere que a pressão de custos pode persistir por 3 a 5 anos.
O principal gatilho de curto prazo será a divulgação de balanços trimestrais, que poderão evidenciar as primeiras pressões de custo. No médio prazo (6-12 meses), a reação do mercado dependerá da velocidade de anúncio de novos projetos florestais e da evolução dos preços do milho e do etanol.
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