No Fórum de Energia 2026, organizado pela Câmara Espanhola de Comércio no Brasil e realizado nas instalações da Repsol Sinopec Brasil, no Rio de Janeiro, especialistas destacaram que a disponibilidade de energia será crucial para atender ao crescimento da demanda decorrente da instalação de grandes data centers nos próximos anos. Victor Fonseca Soares, head da mesa de energia do Santander, estimou que os investimentos no setor podem chegar a R$ 1 trilhão, com a necessidade de ampliar a produção energética em 10% até 2030, equivalente ao consumo de um estado como o Paraná. Ele ressaltou ainda a importância do armazenamento em baterias para evitar o desperdício de energia solar e eólica quando o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) tem que cortar geração. Judith Vilela, diretora operacional da Repsol Sinopec Brasil, apontou o gás natural como insumo essencial e lembrou que a empresa detém 25% de participação no campo Sapinhoá, em parceria com Petrobras e Shell. Vilela destacou o Projeto Raia (BM‑C‑33), que deverá acrescentar 16 milhões de metros cúbicos diários à rede nacional, representando 15% da demanda de gás em 2028, com investimentos de US$ 9 bilhões e participação de Equinor (35%), Repsol Sinopec (35%) e Petrobras (30%). Marcelo Lopes, diretor de operação de geração e transmissão da Neoenergia, informou que a distribuidora tem um plano de investimentos robusto de R$ 50 bilhões para melhorar a distribuição e garantir qualidade e confiabilidade ao consumidor final e à indústria.
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