Ouro recua 1,5% com CPI dos EUA e alta de juros do Fed

O contrato mais líquido do ouro recuou 1,5% na semana, embora tenha fechado a última sexta-feira (11) perto da estabilidade, reagindo à divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI) de agosto dos Estados Unidos. A perspectiva de aumentos de juros por parte do Federal Reserve (Fed) eleva o custo de oportunidade de se manter o ouro, que não gera rendimento, e fortalece os rendimentos dos Treasuries. Em 2022, o ouro também caiu cerca de 20% em períodos de aperto monetário agressivo do Fed, quando os rendimentos dos Treasuries de 10 anos superaram 4%. O próximo gatilho crucial será a decisão de juros do FOMC em 16 de setembro de 2026, com alta probabilidade de novo aumento. No médio prazo, o ouro deve continuar sensível à trajetória dos juros e à força do dólar, com recuperação apenas se houver sinais de desaceleração da inflação ou pausa no aperto do Fed.

Análise

Nas próximas 2-4 semanas, o ouro (GLD) deve permanecer sob pressão, com o suporte de $4350 sendo testado se o Fed confirmar um aumento de 50bps na reunião de 16 de setembro. Para o Bitcoin (BTC, ~$77k), uma quebra abaixo de $75k poderia acelerar a queda, com a próxima resistência em $70k. O dólar (DXY, 99.15) deve continuar forte, testando a faixa de 100-101.

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