O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, encerrará o inquérito das fake news em breve. O ministro deu uma série de sinalizações nesse sentido durante a semana, quando passou a arquivar investigações correlatas. Fachin tirou o inquérito de Alexandre de Moraes em setembro. A medida fez parte de um conjunto de decisões que buscaram refrear a crise vivida pelo Supremo após as revelações de supostas mensagens enviadas pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, a Moraes. Na ocasião, Fachin sinalizou a auxiliares que primeiro faria um pente-fino no inquérito para, depois, encerrá-lo de vez. Esse escrutínio se intensificou nesta semana, quando Fachin já arquivou apurações sobre o ex-deputado Eduardo Bolsonaro; o pastor Silas Malafaia; o ex-ministro do Turismo Gilson Machado; o presidente do Partido da Causa Operária (PCO), Rui Costa Pimenta; entre outros. Segundo interlocutores, o encerramento do inquérito virá “em breve”. Eles não sabem precisar quanto tempo levará, se dias ou semanas. O fim do caso, no entanto, é dado como certo. Fachin critica o tempo de existência do inquérito desde que assumiu a chefia do Supremo, em setembro do ano passado. Em março, ele chegou a afirmar que a investigação cumpriu uma função importante no passado, mas que era necessário avaliar se “a relevância se postou”. O inquérito divide a classe jurídica desde que nasceu, em 14 de março de 2019. Dias Toffoli, então presidente da Corte, anunciou a abertura em uma sessão plenária, quando também revelou que Moraes seria o relator. As críticas são, principalmente, por conta da duração e do escopo amplo. Quando aberto, o contexto era de ameaças diretas a integrantes do Supremo e serviu como resposta às crescentes críticas e ataques nas redes sociais, especialmente de apoiadores e pessoas ligadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A investigação deu origem a diversos outros inquéritos correlatos, como o que apurou a existência de milícias digitais contra as instituições, a divulgação de desinformação contra as urnas eletrônicas e o sobre os atos golpistas do 8 de janeiro de 2023, quando as sedes dos três Poderes foram invadidas e depredadas por bolsonaristas.
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